Conheça algumas das grandes maravilhas dos Andes: os Apus ou montanhas sagradas do Peru.
O território peruano é marcado pela imponente presença dos Andes, onde as montanhas não apenas compõem paisagens deslumbrantes, mas também moldam a espiritualidade dos povos. Na cosmovisão andina, esses picos são conhecidos como Apus — espíritos sagrados que protegem as comunidades e a natureza.
Montanhas como o selvagem Salkantay ou o majestoso Ausangate são consideradas fontes de vida essenciais para o equilíbrio do mundo andino. Venha descobrir mais sobre essas divindades e prepare-se para se conectar profundamente com o espírito de Cusco.
O que são os Apus no Peru?
Os Apus no Peru são montanhas sagradas das regiões andinas, consideradas importantes por sua influência sobre os ciclos vitais das áreas que dominam.
No Peru, muitos Apus são associados a uma divindade. Por isso, costuma-se dizer que os deuses do Império Inca se transformaram em montanhas para proteger e nutrir eternamente os habitantes de seus vales com as águas que descem de seus picos.
A palavra Apu vem do idioma quéchua, a língua oficial do Império Inca, e se traduz como “Senhor.” Os incas usavam esse termo para se referir às montanhas e picos nevados de grande importância.
Geralmente, são picos de grande altitude, já que a principal divindade dos incas era Inti, o deus sol. No alto das montanhas, sentiam-se mais próximos de Inti, o que fazia desses lugares espaços sagrados para a conexão espiritual.
Essas crenças estão presentes desde os tempos pré-incas e continuam vivas até hoje, marcando profundamente a cultura das comunidades andinas. Em Cusco, a energia desses montes é percebida tanto na cidade imperial quanto nos arredores, e os habitantes continuam prestando culto aos Apus como sinal de gratidão e respeito.


O culto aos Apus nos Andes
Os Apus não são apenas montanhas belas — possuem uma energia capaz de influenciar a natureza e até mesmo as pessoas. São responsáveis pela fertilidade da terra, pelo clima e pela provisão de recursos naturais. Sua influência é vital para a subsistência e o bem-estar das comunidades andinas e daqueles que buscam sua ajuda.
Por essa razão, essas populações ainda realizam cerimônias, celebrações e oferendas em honra aos Apus, para obter sua bênção nas colheitas futuras e para o bem-estar das plantações e do gado. Hoje em dia, muitos rituais continuam sendo realizados para enaltecer essas divindades. As montanhas são veneradas com respeito e oferendas, pois representam uma conexão viva com a terra, o equilíbrio e o divino.
Explore o Turismo Místico de Cusco! Se você deseja embarcar em uma aventura transformadora, Cusco te espera para explorar lugares sagrados, participar de rituais tradicionais e se mergulhar em práticas espirituais que perduram há séculos.
O Ritual Mais Importante: A Oferenda à Terra. Trata-se de um presente para a Pachamama (a Mãe Terra), oferecendo-lhe diversos elementos típicos dos Andes. Muitos deles incluem:
- Folhas de coca: Consideradas sagradas, são usadas para pedir permissão, agradecer e se conectar com os espíritos. Representam vida e energia.
- Chicha: Bebida fermentada de milho que simboliza a união entre o ser humano e a terra.
- Sementes e grãos: Representam a fertilidade e a abundância das colheitas.
- Doces e guloseimas: Simbolizam os bons desejos, a abundância e a doçura da vida.
- Cigarros ou álcool: Oferendas simbólicas de bênção e purificação do ambiente.


Na antiguidade, os incas chegavam a incluir sacrifícios de animais ou até humanos em suas oferendas. Essa cerimônia tem como objetivo pedir abundância, proteção e prosperidade aos Apus e às montanhas do território. Hoje em dia, o ritual é conduzido por um xamã, ou alto misayoc, como é conhecido na região, que orienta a oferenda com sabedoria ancestral e profundo respeito pela natureza.
Faça sua oferenda antes de visitar uma montanha! É essencial pedir permissão aos Apus antes de entrar em seu território, pois você estará atravessando terras sagradas preservadas por séculos. Esse é um gesto fundamental para garantir uma boa travessia e que tudo corra bem no caminho.
Como fazer sua oferenda à terra? Pegue 3 folhas de coca entre as mãos, peça permissão aos Apus com algumas palavras, sopre sobre elas para enviar suas intenções às montanhas e deixe-as debaixo de uma pedra como oferenda à terra.
Turismo Vivencial
O turismo experiencial é uma forma de viagem que permite ao visitante ver de perto as atividades e tradições ancestrais de uma comunidade, como o trabalho com a lã, a preparação de pratos típicos e as técnicas de cultivo. Cria-se um vínculo com a cultura local, pois os viajantes podem interagir com os habitantes da região e aprender sobre seus costumes e modo de vida.
Esse tipo de experiência imersiva oferece a oportunidade de se conectar com a espiritualidade andina, sentir a energia dos Apus e embarcar em uma jornada pessoal de introspecção totalmente transformadora.
Algumas rotas de trekking em Cusco atravessam zonas rurais onde pequenas comunidades mantêm vivas tradições como a tecelagem em tear de cintura, a agricultura com técnicas ancestrais, a criação de lhamas e alpacas e a celebração de rituais em honra à Pachamama e aos Apus.

Casamento Andino: Uma Celebração Cheia de Magia
Imagine celebrar o dia mais especial da sua vida em meio às montanhas dos Andes, onde sua união será abençoada pelos Apus em uma emocionante cerimônia tradicional.
Pode parecer um sonho, mas é realidade. O casamento andino preserva sua herança ancestral em um mundo moderno e se inspira na energia mágica do ambiente.
A cerimônia inclui rituais em língua quéchua, oferendas à Pachamama (Mãe Terra), música tradicional e um simbolismo profundo que sela o amor do casal de uma maneira única e transcendental.
Ela acontece em um local sagrado, cuidadosamente escolhido por seu importante significado espiritual. A Salkantay Trekking te oferece a oportunidade de formalizar essa união durante a caminhada de lua de mel até Salkantay, em um ambiente íntimo e cheio de emoção, acompanhado de rituais andinos autênticos.
A trilha a Salkantay é uma das rotas mais bem avaliadas rumo a Machu Picchu, não apenas pelas paisagens impressionantes, mas também pela conexão espiritual que proporciona. No caminho encontra-se o Apu Salkantay, uma das montanhas mais sagradas de Cusco, símbolo de poder e protetora do vale. Caminhar em sua presença é uma experiência única, ideal para iniciar uma nova etapa em harmonia com a natureza e a tradição andina.

Apus da região de Cusco
No Peru existem muitos Apus, mas Cusco — a antiga capital dos Incas e uma das grandes cidades dos Andes — concentra uma grande quantidade de montanhas sagradas.
Cada montanha possui seu próprio espírito, e cada região tem seu próprio ‘Apu’ ou montanha protetora. Aqui estão alguns dos Apus mais importantes de Cusco, considerados espíritos tutelares por sua profunda relevância espiritual e geográfica.
Ausangate
O Apu Ausangate é a montanha mais alta do departamento de Cusco e a quinta mais alta do Peru, com 6.372 metros (20.905 pés) de altitude. Sua imensidão, presença imponente e geleiras fazem com que se destaque não apenas por sua beleza, mas também por seu papel fundamental como um poderoso protetor e provedor de água e fertilidade para as comunidades ao seu redor. Este Apu tem nutrido as terras da região com suas lagoas e rios, sendo uma fonte rica de água essencial para a vida nas comunidades.
Por essa razão, possui um profundo significado espiritual no mundo andino. Um dos eventos mais importantes ligados ao Ausangate é a festividade do Senhor de Qoyllur Riti, uma peregrinação multitudinária que une as crenças ancestrais andinas com a fé cristã. Milhares de pessoas se reúnem todos os anos aos pés do Apu Ausangate para celebrar com danças tradicionais, procissões e oferendas à terra.


Ausangate e o Turismo Comunitário
Nos últimos anos, experiências de turismo comunitário têm se desenvolvido em torno de Ausangate. Esta é uma região afastada da cidade de Cusco e de outros grandes centros urbanos, por isso a maioria de seus habitantes vive em zonas rurais. As trilhas que atravessam este nevado passam por pequenas comunidades, permitindo que os viajantes interajam com os moradores locais e aprendam sobre seus costumes.
Benefícios do turismo comunitário:
- Para os residentes: Gera renda e fortalece o orgulho cultural.
- Para os visitantes: Oferece uma experiência autêntica e transformadora.
- Para a sustentabilidade: Promove o respeito ao meio ambiente e às culturas locais.

Como Chegar ao Apu Ausangate
A Trilha Ausangate é uma das rotas mais espetaculares dos Andes peruanos. Ao longo de cinco dias, você percorrerá um circuito ao redor do Apu Ausangate, onde encontrará geleiras, lagoas e águas termais. A trilha convida você a cruzar paisagens remotas e passos de alta montanha, despertando uma profunda conexão com a espiritualidade andina.
Toda a caminhada acontece acima dos 4.500 metros (14.763 pés), o que exige resistência física e aclimatação prévia à altitude. No entanto, o esforço vale muito a pena, pois durante os cinco dias você terá vistas privilegiadas do Apu Ausangate dominando o horizonte. Além disso, o contato com as comunidades locais enriquece profundamente a experiência.
Caminhar ao redor da montanha Ausangate é uma experiência desafiadora e profundamente espiritual. É ideal para quem busca uma conexão autêntica com a natureza, a cultura andina e o misticismo dos Apus.
Recomendamos que você tenha cuidado especial caso viaje para o passeio de Ausangate durante a estação chuvosa, devido à quantidade de raios na região e às precipitações. Sempre viaje com uma agência autorizada e devidamente preparada para garantir sua segurança e conforto.
Acaricie o Apu Ausangate! Existem muitas rotas e excursões para Ausangate que contornam essa montanha maravilhosa. Apaixone-se pelas paisagens andinas que combinam picos nevados, lagoas turquesas e até a famosa montanha colorida Vinicunca.


Salkantay
O Apu Salkantay é outra das divindades destacadas das montanhas sagradas de Cusco. Com seus 6.271 metros (20.574 pés) de altitude, é o pico mais alto da cordilheira de Vilcabamba, localizada a nordeste da cidade, não muito longe da cidadela de Machu Picchu. O termo Salkantay vem do quéchua e significa “montanha selvagem” ou “montanha indomável”. E de fato, chegar até ela é um verdadeiro desafio! Por suas encostas extremamente íngremes, já ocorreram diversas avalanches no passado, o que justifica seu nome temerário.
Como Chegar ao Apu Salkantay
A Trilha Salkantay, reconhecida como a melhor rota alternativa à Trilha Inca para chegar a Machu Picchu, atravessa terrenos desafiadores, variações de altitude e climas muito diversos. No segundo dia da rota clássica, sobe-se até o Passo Salkantay (4.630 metros / 15.190 pés) por uma trilha íngreme e rochosa que cruza paisagens de alta montanha.
Essa subida, que dura entre 3 e 4 horas, é uma das partes mais desafiadoras do percurso — mas também uma das mais memoráveis. A recompensa é incomparável: uma vista privilegiada do Apu Salkantay bem diante dos seus olhos, cercado por geleiras, silêncio e a energia pura dos Andes.

Observe o Apu Salkantay ao amanhecer! Na rota Salkantay, você dormirá em nossos acampamentos exclusivos Sky Camp, com quartos em formato de cúpula e teto de vidro. À noite, verá o céu estrelado, e ao amanhecer, despertará com uma vista inesquecível do Apu Salkantay e da montanha Humantay.
O Apu Salkantay é muito mais do que uma montanha imponente — é um símbolo de força, espiritualidade e conexão com a natureza. Visitá-lo é adentrar um mundo sagrado, onde cada passo te aproxima do coração da cultura andina e da grandeza dos Apus.


Verónica
O Apu Verónica é uma das grandes montanhas do Vale Sagrado dos Incas, localizada na província de Urubamba. Essa região está em uma altitude mais baixa do que a cidade de Cusco, e seu clima ligeiramente mais quente favorece terras férteis. Por isso, acredita-se que a montanha Verónica tenha grande influência sobre a agricultura e seja considerada uma protetora das colheitas.
O Apu Verónica também é conhecido como Wakay Willka, que em quéchua significa “lágrima sagrada” ou “montanha sagrada que chora”. É um dos poucos Apus com identidade feminina e está fortemente ligada ao conceito de fertilidade.

Como Chegar ao Apu Verónica
Uma rota que permite contemplar esta montanha na perfeição é a Caminhada pela Pedreira do Inca, que também culmina na misteriosa cidadela inca de Machu Picchu. Esta rota alternativa, sem tantas multidões, oferece uma imersão na história dos Incas, levando-o a percorrer as antigas pedreiras onde extraíam as enormes pedras para os seus monumentos.
No primeiro dia, você chegará a Inti Punku, ou “Portão do Sol” (3.900 metros), na cidade de Ollantaytambo, um antigo sítio cerimonial de onde se pode apreciar uma vista espetacular do Apu Veronica. É um momento mágico da viagem, onde os Andes revelam sua grandeza e espiritualidade de uma forma inesquecível.
Se você quer chegar a essa maravilha do mundo por caminhos menos frequentados, leia nosso blog sobre as rotas alternativas à Trilha Inca e Salkantay e viva uma experiência autêntica.


Apus da cidade de Cusco
A cidade de Cusco está situada em um amplo vale rodeado por montanhas majestosas consideradas sagradas. Diz-se que esses cumes protegiam o território e davam vida ao vale com suas águas e energia.
Embora sejam reconhecidos um total de 19 Apus ao redor da cidade, há 4 montanhas principais que guardam Cusco:
Mama Simona
Montanha sagrada localizada a noroeste de Cusco, considerada um espírito protetor feminino na cosmovisão andina. Sua energia é suave e maternal, sendo um dos cerros tutelares mais próximos da cidade.
How to get there: From Cusco’s Plaza de Armas, take public transportation toward the district of Santiago (Av. La Cultura – Santiago). From the Ccasccaparo and Alto Qosqo sectors, continue along vehicle-accessible roads to the surroundings of Cerro Mama Simona, where a short uphill walk begins along communal footpaths. Local residents use this access; going with a guide is recommended, as this is a tutelary hill.
Huanacaure
A lenda conta que este Apu representa o mítico Ayar Hucho, irmão de Ayar Manco, o fundador do Império Inca. A montanha possui vestígios arqueológicos incas que funcionaram como um oráculo.
How to get there: From Cusco, follow the Cusco – San Jerónimo – Saylla road. Near the community of Collana, take a dirt-road detour toward the foothills of Cerro Huanacaure. From that point, a hike of approximately 1.5 to 2 hours leads to the archaeological summit. This route is used by researchers, pilgrims, and local villagers from the South Valley.
Pachatusan
Conhecido como “aquele que sustenta a terra” (pacha significa terra e tusa significa apoio em quéchua). Está situado acima do santuário do Senhor de Huanca, uma figura religiosa importante em Cusco.
How to get there: From Cusco, take the Cusco – Urcos highway (Interoceanic Road) to the turnoff toward the Sanctuary of the Lord of Huanca, located near the district of Oropesa. From the sanctuary, pilgrimage trails ascend toward the slopes of Apu Pachatusan. Every year, thousands of devotees walk this route during religious festivities.
Senqa
Atribui-se a ele o poder de prever chuvas. Quando o céu sobre o Senqa escurece, é sinal de que as chuvas estão chegando. Elas geralmente refrescam a área de Saqsaywaman e depois descem pelos riachos Saphy e Choquechaca.
How to get there: Access is from the upper neighborhoods of Cusco, especially through the San Cristóbal and Saqsaywaman sectors. From the Saqsaywaman archaeological complex, continue on foot along high-altitude trails toward Cerro Senqa. Access is direct from the city, and the hike takes between 45 minutes and 1 hour, depending on the starting point.
Essas quatro montanhas não apenas protegem a cidade, mas também representam a conexão viva entre Cusco e seu entorno natural — uma espiritualidade andina profunda que ainda vive no coração do povo.


Tutelary Hills of the City of Cusco
In addition to Mama Simona, Huanacaure, Pachatusan, and Senqa, Andean tradition recognizes other sacred hills that are also part of Cusco’s spiritual protection system. Among the most notable are:
- Cerro Sinqa: Linked to the control of rainfall and water.
- Cerro Picchu: Guardian of the northern sector of the valley.
- Cerro Wanakauri Chico: Associated with ancient initiation rituals.
- Cerro Atalaya: A natural lookout point over the valley.
- Cerro Pukamoqo: Related to soil fertility.
- Cerro K’enqo: Directly connected to astronomical and ceremonial rituals.
- Cerro Qolqanpata: Protector of ancient Inca storehouses.
- Cerro Teteqaqa: Related to the spiritual protection of lineage.
- Cerro Sacsayhuman Chico: Secondary guardian of the ceremonial complex.
- Cerro Choquepukio: Connection between Cusco and the South Valley.
- Cerro Oqoruro: Associated with springs and water sources.
- Cerro Killke: Protector of ancient pre-Inca routes.
- Cerro Tankarpata: Related to agricultural zones.
- Cerro Qataqata: Natural sentinel of the eastern sector.
- Cerro Ch’ulluni: Associated with the care of livestock.
- Cerro Picol: Protective energy of the peripheral valley.
- Cerro Hatun Choqo: Related to abundance and agricultural production.
- Cerro Chocco: Linked to ancient population centers.
- Cerro Wimpillay: Related to springs and wetlands.
Together with the main Apus, these tutelary hills form a great system of spiritual and energetic protection surrounding the city of Cusco, regarded since ancient times as a living network of balance between human beings, nature, and the sacred Andean world.
Outros Apus importantes no Peru
O Peru é um país rico em monumentos naturais, com grande parte de seu território situado nos Andes. Além da cidade de Cusco, outras regiões da serra também abrigam grandes montanhas que foram veneradas desde tempos pré-incas.
- Apu Coropuna – 6.425 m / 21.079 pés: O vulcão mais alto do sul do Peru, localizado em Puno. É considerado uma fonte sagrada de água desde os tempos pré-incas.
- Apu Chachani – 6.075 m / 19.931 pés: Localizado próximo a Arequipa, é um vulcão adormecido venerado como protetor da cidade.
- Apu Ampato – 6.288 m / 20.630 pés: Conhecido pela descoberta da múmia Juanita, sacrificada na época inca em antigos rituais de oferenda aos Apus.
- Apu Huascarán – 6.768 m / 22.205 pés: A montanha mais alta do Peru e uma das mais sagradas. Está localizada na Cordilheira Branca e é símbolo de força e grandeza andina.
- Apu Misti – 5.822 m / 19.101 pés: Vulcão icônico de Arequipa, com grande significado espiritual; associado à criação, ao fogo e à proteção.
- Apu Sara Sara – 5.505 m / 18.061 pés: Montanha sagrada em Ayacucho, venerada por suas águas puras e sua ligação com a fertilidade e as colheitas.
Todas essas montanhas e vulcões de diferentes regiões do Peru possuem uma força imensa, sendo considerados guardiões espirituais para as comunidades andinas. Sua presença imponente molda não apenas a paisagem, mas também as crenças, os rituais e a identidade cultural daqueles que vivem ao seu redor.
Peru awaits you to reveal all its natural wonders and to accompany you on a journey you will never forget. Make it a reality with Salkantay Trekking, specialists in adventures designed just for you.

Frequently Asked Questions about the Apus of Peru
1. What is an Apu in Andean cosmology?
An Apu is a sacred mountain considered a protective deity in Andean cosmology. It is believed that the Apus watch over communities, regulate the climate, provide water, and maintain the balance between human beings and nature.
2. Why are mountains considered sacred in the Andes?
Because since pre-Inca times they have been attributed with life, spiritual energy, and power over natural cycles such as rain, crops, and the fertility of the land. For the Andean peoples, mountains are not merely geography, but living beings.
3. What does the word “Apu” mean?
The word “Apu” comes from the Quechua language and means “lord” or “authority.” It was the term the Incas used to refer to mountains of great spiritual and territorial importance.
4. What rituals are performed in honor of the Apus?
The most important ritual is the offering to Mother Earth, or Pachamama, in which coca leaves, chicha, seeds, sweets, and other symbolic elements are presented as a sign of gratitude and as a request for protection from the Apus.
5. Who can perform a payment to the earth?
Traditionally, the ritual is guided by a high misayoc or Andean shaman, who possesses the ancestral knowledge to communicate spiritually with the Apus. However, any visitor may perform a simple offering in a respectful manner.
6. Is it mandatory to perform a ritual before visiting a sacred mountain?
It is not mandatory, but it is highly recommended as an act of cultural and spiritual respect. Asking permission from the Apu is part of Andean traditions before entering territories considered sacred.
7. Which are the most important Apus of Cusco?
Among the most important are Apu Ausangate, Apu Salkantay, and Apu Verónica, as well as the four protective Apus of the city of Cusco: Mama Simona, Huanacaure, Pachatusan, and Senqa.
8. What is the relationship between the Apus and trekking tourism?
Many of the most important trekking routes in Cusco, such as Salkantay, Ausangate, and the Inca Quarry Trail, cross sacred territories. These hikes not only offer spectacular landscapes, but also a deep spiritual connection with the Apus.
9. What is experiential tourism related to the Apus?
It is a form of tourism in which travelers live with Andean communities, take part in their daily activities, and learn firsthand about their rituals, beliefs, and traditions related to Pachamama and the Apus.
10. What is the festival of the Lord of Qoyllur Rit’i and why is it linked to Ausangate?
It is one of the largest pilgrimages in the Andes and takes place in the surroundings of Apu Ausangate. It blends Andean and Christian beliefs, with dances, processions, and rituals dedicated to this sacred mountain.
11. Do the Apus exist only in Cusco?
No. Although Cusco concentrates some of the most important Apus in Peru, the veneration of sacred mountains extends across much of the South American Andes. In Peru, in addition to Ausangate and Salkantay, notable mountains include Huascarán (Cordillera Blanca), Misti and Chachani (Arequipa), Coropuna (southern Peru), Ampato (where the mummy Juanita was discovered), and Sara Sara (Ayacucho).
At the South American level, sacred mountains also include Aconcagua in Argentina, Illimani in Bolivia, Chimborazo and Cotopaxi in Ecuador, as well as Nevado del Ruiz in Colombia, all of them associated with ancient Andean beliefs about fertility, protection, and spiritual balance with nature.
12. What role do the Apus play in the daily life of Andean communities?
The Apus are considered protectors of livestock, crops, climate, and health. Many community, agricultural, and spiritual decisions are made taking into account the relationship with these sacred mountains.
Você pode se interessar:
- Montanha Ausangate: O Guia Completo
- Montanha Salkantay: O Guia Completo
- Salkantay vs Ausangate: Qual caminhada escolher no Peru?
- Ausangate: Informações essenciais antes da caminhada
- O Sky Camp e a Astronomia Inca
- Ausangate e Turismo Comunitário
- Qoyllur Rit’i: Tudo o que você precisa saber sobre esta gigantesca peregrinação rumo às montanhas de Cusco
- Salkantay 2026: The Complete Trekking Guide










Leave A Reply
[…] a Montanha Salkantay quanto a Montanha Ausangate são consideradas “Apus” na cosmovisão andina: espíritos sagrados que protegem as comunidades e a natureza, ajudando a […]